Voluntários Diana e Nuno

"A nossa missão da ADDHU foi mais do que esperávamos… enriquecedora… aventureira… extraordinária!! Conhecer os meninos do centro de acolhimento e do bairro de lata vai deixar para sempre uma saudade em nós com a vontade de voltar para os abraçar e ouvir os seus risos fáceis e contagiantes. Deixamos uma parte de nós em Nairobi. O voluntariado é sem dúvida um acto que nos oferece paz e um sentimento de profunda felicidade. Experimentem e conheçam estas pessoas maravilhosas, que sem saberem, mudaram a nossa perspectiva sobre a vida :) Hakuna Matata! Di e Nuno "

 

 


 

Voluntária Susana Neves

Voltei! Com o coração apertadinho e já cheia de saudades dos meus meninos do Quénia, onde há sempre tanto para  

Voltei! Com a sensação de que o tempo, desta vez, passou ainda mais  

Voltei! Ainda com mais vontade de voltar de 

A cada ano que passa, sinto que faço cada vez mais parte deste Projecto. É quase como um regresso a casa. O regresso a uma Família onde vejo as Crianças crescerem saudáveis e com muito amor e carinho. Crianças que encontram no Orfanato da ADDHU um lar e o aconchego que perderam ou que algumas nunca  

Este ano vivi um momento muito especial, em que a ADDHU acolheu duas irmãs, de 12 e 10 anos de idade, que tinham acabado de perder a mãe. São 4 irmãos e a única pessoa da família mais próxima é uma tia que vive no bairro de lata de Kibera e que por isso não tem condições para acolher os 4 sobrinhos. No momento em que vos escrevo, sei que a ADDHU acolheu também o irmão mais novo, um menino com 7 anos. O irmão mais velho ficou a viver com a 

A integração destas meninas correu muito bem e foi muito emocionante ver como elas sorriam de novo quando conheceram a nova casa onde iriam morar. Já voltaram à Escola e a sua vida voltou ao ritmo normal...dentro do possível, já que posso imaginar como sentem a falta da mãe que perderam tão 

Regressei também à escolinha pré-primária do bairro de lata de Kitui Ndogo. Este ano o numero de Crianças inscritas aumentou para 80; o ano passado eram 60. É maravilhoso o momento em que chegamos à sala de aulas... somos sempre recebidos com um grito hilariante de felicidade daqueles pequenotes, que vêm na nossa presença algo de muito positivo. Tocam nos nossos cabelos, agarram as nossas mãos, querem brincar connosco e até cantam para nós o que aprenderam com as professoras. Sou uma privilegiada por ser tão acarinhada por estas crianças, a quem este ano vamos ajudar a  

O percurso que fizemos dentro do bairro de lata até chegarmos ao armazém onde comprei 3 sacos de comida (feijão, lentilhas e farinha) não foi nada fácil...caminhar no coração de um bairro onde as pessoas vivem em condições tão precárias, é algo que mexe muito com a nossa consciência e que nos faz estar ainda mais gratos pela vida que temos...e que a maior parte das vezes esquecemos de agradecer...

 

 


  

Voluntária Marta Sofia Pinto

“I love you right up to the moon!”
Said Little NuteBrown Hare and closed his eyes.
“Oh, that’s far!”, said Big Nutbrown Hare.
”I love you right up to the moon…and back!” said Big Nutbrown Hare.
(história Guess how much I Love).

Fantástica história de um amor que pode tudo e quando parece que o tudo já foi conquistado pode ainda esse tudo ser maior! É este tudo de emoções, de pessoas, de cores, de risos, de histórias, de dias que eu encontrei na minha experiencia de voluntariado no Quénia, um tudo maior do que o tudo que eu achei que já tinha conquistado. Conquistei muito ao longo de um curto mês no Centro Wanalea Children’s Home, ouvir “come on Marta, tell us a story and sing a song for us!” e vê-las adormecer uma a seguir à outra, e depois mais uma, não podia deixar de me mudar. É isto mesmo, engane-se quem leva a expetativa de mudar a realidade que aí encontra, até porque o essencial não é pertinente de mudança, pessoas com valores, carater, alegria e muita vontade de viver. Crianças que se levantam às 5h da manha e não se queixam, que todos dias têm uma pilha de trabalhos escolares para realizar e não se queixam, que todas as noites escovam tão orgulhosamente e com tanto vigor os sapatos para levar à escola e não se queixam! São estas as crianças que a ADDHU me deu a oportunidade de conhecer, crianças guerreiras. Crianças que não tiveram nem têm a vida facilitada mas que não desistem nem deixam que ninguém que as conhece desista delas, é impossível desistirmos. Assim que as conheci fiquei com a certeza de não ter qualquer direito, por um segundo que fosse, de não sorrir.

Na minha curta mas inesquecível estada em Nkoroi e no Soweto este foi o mote, nunca deixar de fazer o que melhor sei fazer, ouvir, sorrir, rir, abraçar e gostar muito mas mesmo muito de estar com todas as pessoas com quem me cruzei, mas sobretudo com os pequenos bravos meninos e meninas que, com certeza, me deram das maiores lições de vida que eu alguma vez já tive.
“Asante sana!” “See you soon!!”


Voluntários da ADDHU no Quénia   Voluntários da ADDHU no Quénia


 

Voluntária Maria Alegria

“As palavras não chegam para contar o significado tão especial de tudo o que vivi… Tudo o que eles me deram encheu-me de cor e magia! Fica a vontade de voltar, de os abraçar…preenchem-me os sonhos hoje…e todos os dias sinto saudades deles…a toda a hora…. Cada um deles é uma estrela muito brilhante no meu céu...”


Voluntários da ADDHU no Quénia


 

Voluntária Filipa Machado:

“Não posso escrever um testemunho sem realçar a admiração que tenho pela Laura e a ADDHU e no esforço diário que faz para ajudar estas crianças do Quénia e Nepal. Só tendo esta experiência é que temos a verdadeira noção da dimensão das dificuldades que têm que se ultrapassar diariamente.

Qualquer mudança principalmente a de mentalidades é extremamente difícil. Para que se consigam incutir hábitos diferentes nas crianças, primeiro há um enorme caminho a percorrer para mudar a cabeça dos adultos que os acompanham. Um pequeno exemplo é o de fazê-los entender que os meninos têm que lavar os dentes, pelo menos uma vez por dia…

Por outro lado as dificuldades financeiras. A vida no Quénia é caríssima e para comprar qualquer coisa para que os meninos comam melhor ou para lhes dar mais conforto, é uma fortuna.

Há mesmo muitas dificuldades!

Só posso sentir-me uma privilegiada por ter tido esta experiência. Não há dúvida que temos muito a aprender com a nobreza destas crianças que já passaram por coisas tão más na vida, e que têm uma capacidade de dar tão grande. São muito especiais!

Quem vive esta experiência só pode fazer nascer ou crescer o espírito de missão. Não é possível passar por isto e não sentir o verdadeiro significado de consciência social. O facto de ter acabado esta etapa, só me faz ter a certeza de que muito mais há para fazer não só no Quénia ou no Nepal, mas aqui mesmo ao nosso lado.

Essa é sem dúvida a grande lição que se tira desta experiência, o que achamos ser pouco pode significar tanto para quem recebe!

De entre várias situações e momentos que me marcaram, houve uma de que não me esqueço, a do John a chorar porque não tinha uma escova de dentes…vi aqui a diferença para as nossas crianças que se, se puderem “escapar” de lavar os dentes, fazem uma festa!”


Voluntários da ADDHU no Quénia


 

Voluntária Filipa Fialho:

Ongata Rongai, Quénia, 11/10/2009:

Chegámos ao orfanato há precisamente duas semanas e não sei se foi há muito ou há pouco tempo. Não consigo pensar que de hoje a 8 dias estou a aterrar em Lisboa e deixei estes 25 príncipes para trás. Para sempre. Se pudesse levava-os todos comigo. É difícil escolher, cada um tem um encanto especial. Derrete-me a gargalhada genuína da bebe Winnie e a doçura com que faz tudo! Quero levar o brilho dos olhos transparentes da Dorcas. É tão LINDA! São as minhas princesas Kikuyu. Não resisto à energia da Eufi, Eufrashia, menina Luo, despachada como uma mulher pequenina. Fala que se desunha, tem uma alegria louca de viver e é uma heroína corajosa! A Soila, menina masai que tem um encanto especial. Não se explica… sente-se. A sinceridade e o coração de manteiga do Fred, menino kisii, o ar paternal do Edwin, a marotice do John, a reguilice do Christiano!

É mágica a maneira como nos tocam e nos sentem. Dizem que temos a pele macia e os cabelos fofos! Comparam cores e querem ser como nós. Eu é que quero, sem dúvida, ser como eles! E ter estes sorrisos genuínos e a alegria que lhes sai do coração!

Quero levá-los todos comigo. Não posso levar nenhum. Falta uma semana. Mas tenho a certeza que muito mais do que possa cá deixar de mim, levo comigo um bocadinho de cada um destes meninos cor-de-carvão. E um “bocadinho” de cada um é tanto que ainda falta uma semana e já sinto o meu coração a rebentar.

É gigante o que se recebe. Parece pequenino o que se deixa. Mas fica. Para sempre. Já sinto o coração pequenino de saudades.

Não tenho dúvidas… esta experiência é gigantescamente feita de contradições e quem vem para dar regressa (sem dúvida) com muito mais do que pode imaginar. MUITO MAIS!”

Faz hoje (18/01/2010), precisamente 3 meses que aterrámos em Lisboa com o coração gigante de experiência e pequenino de saudade, do que deixámos, de quem deixámos, de tudo o que trouxemos. Cá dentro. Passaram 3 meses e não há dia nenhum que não me lembre do sorriso envergonhado da Irene, da destreza da Mercy, da doçura da minha querida Eufi, do desembaraço da Susan. Ainda sinto o cheiro do orfanato. Ainda sinto o toque da pele dos “nossos meninos”. Ainda acordo a lembrar-me da bagunça e da galhofa que faziam logo às 6h da manha!!! São crianças TÃO felizes! E eu sou TÃO MAIS FELIZ desde que os tenho na minha vida! Não tenho dúvidas: o projecto Wanalea exige muita coragem, não para ir…mas para voltar!

Obrigada ADDHU!


Voluntários da ADDHU no Quénia


 

Voluntária Alda Coelho:

"Há já algum tempo que escrevo e reescrevo este pequeno texto sem conseguir que as palavras correspondam aos sentimentos e às recordações das semanas passadas como voluntária no orfanato em Ongata Rongai, pelo que optei por partilhar uma pequena experiência da minha estadia.

Certo dia, já fim de tarde, estávamos na sala a brincar e chegaram dois amigos do Orfanato com o Armstrong, o Sr. trazia um pacote de mini-queques onde sobrava apenas um e uma garrafa de 30cl de sumo meia vazia, ao entrar deu-a à Shalliff. Na facção de tempo em que me distraí a cumprimentar os recém-chegados as crianças desapareceram da sala. Quando as procurei encontrei-as no quarto das meninas - em silêncio formavam uma roda, a Shalliff no meio partia o mini-queque solenemente, entregando um pouco a cada um, enquanto a garrafa de sumo circulava de mão em mão.

Sorrisos...Partilha...Amizade...Esperança...Sonhos...Dádiva... Asante Sana."





 

Voluntária Susana Barbas:

"Foi uma experiência inesquecível mas um pouco difícil de traduzir em palavras.

Talvez tudo se resuma a um sentimento de gratidão: grata por existir a ADDHU que faz um trabalho maravilhoso no Quénia, grata por ter conhecido a Laura e a Carolina que fazem deste mundo um sítio melhor para se viver, grata por ter convivido com estas crianças que tanto me ensinaram com a sua garra, a sua coragem, a sua alegria e sua infindável energia, grata pelo Robert, pela Rista e pela Naomi que me acolheram de braços abertos.

Voluntariado não é dar, é receber.

Muito obrigada a todos."





 

Voluntária Elisabete Gomes:

"O testemunho que quero deixar é muito pessoal mas quero partilhar com vocês! :)

Quando iniciei o meu voluntariado no IPO/HSJ no serviço de pediatria, conheci muitas crianças, mas uma delas alterou o meu percurso de vida! :) Chamava-se João Pedro e no seu segundo caso de cancro e sabendo que tinha poucas possibilidades de sobreviver pediu-me que concretizasse um sonho por ele! Certo dia viu uma reportagem sobre crianças de África e ficou incomodado com a falta de AMOR que as crianças tinham, dizia-me que ele estava doente, mas era uma criança abençoada porque tinha uma família que lhe dava muito AMOR e questionava-se como aquelas crianças castanhas viviam sem AMOR! Pediu-me para ir até África dar AMOR as crianças castanhas, palavras de João Pedro ! :)

E foi essa promessa a um menino sábio que me levou fazer voluntariado em África e com a vossa ajuda foi possível cumpri-la, o meu obrigada! :)

Fazer voluntariado internacional faz parte dos projectos a curto prazo, fiquei encantada com as crianças e acredito tal como João Pedro que uma criança amada será um adulto capaz de amar!

Foi uma honra fazer parte da vossa equipa!"


VIK45

 


 

Voluntária Susana Silva:

"Tenho saudades de acordar com as suas gargalhadas, de jogar futebol e ver a Shalliff a brilhar, do resmungar do Cristiano, da loucura dos banhos, do abraço de boa noite da Mercy, do olhar meigo e da gargalhada da Winnie, de ouvir Shakira 300 vezes por dia e de os ver a dançar como só eles sabem, de pintar paredes, do olhar carinhoso da Rista, da destreza da Hilda, das palhaçadas do John e do Fred, da ternura do Robert, da elegância da Dolphine, da doçura da Soila, da garra, energia e alegria contagiante daquelas 25 crianças, de me deitar com o corpo cansado mas com a mente e o coração revigorados…

Descansem aqueles que temem voltar com o coração partido… vêm sim com ele cheio!! Descansem aqueles que pensam que vão ser só mais umas “férias”. É sim uma maravilhosa experiência a partir da qual a vossa vida nunca mais será a mesma..."





 

Voluntário Gonçalo Castro:

"O nosso testemunho foi deixado na casa, numa carta em forma de história da “carochinha” – onde foi afixado nas paredes (e espero nos corações de cada um deles). Essa historia reflecte desde o simples pensamento de ida até o dia da nossa vinda.

Talvez por ser muito realista/pragmático possam não entender o que vou dizer a seguir mas as minhas férias “grandes” foram passadas no Quénia e vim de lá com a alma e cérebro fresco – uma ou outra “mazela” de trabalho físico mas que bem que soube...pois as crianças dão-nos tudo no final – um sorriso que nos aniquila, um carinho que nos derrete, uma necessidade de atenção que nos prende...
Para quem esteja a pensar em ir, para quem nunca tenha pensado e para quem tenha pensado mas tem medo, VÃO...e não se vão arrepender.

Em relação, a uma historia memorável... eu diria que seriam os 15 dias passados pelo centro mas tenho uma que não me sai da cabeça:

No dia em que decidimos fazer um bolo de chocolate, a Hilda (a bebé da família) ajudava-nos na preparação e quando a massa estava pronta demos à Hilda para provar (pois de outra forma era impossível ir para o forno sem aprovação), e só me lembro dela colocar o dedo na massa e levá-lo à boca... depois disto, sai-se com isto: “I love it”. Parecia um anuncio de TV... tinha acabado de ganhar o dia!!!!!"





 

Voluntária Patrícia Soares:

“De tempos a tempos sinto saudades de África, pela ausência de um conjunto de coisas que se vivem lá e que cá não se têm, sobretudo quando o frio me enregela os movimentos e me esfria os sentidos...

Tenho saudades de acordar as 6 horas da manhã, com alegria e sorrisos. Sorrisos sinceros numa forma doce de encantar e falar tudo em um pequeno gesto, mostrar o que vocês sentiam em uma bela expressão...

Tenho saudades dos abraços, de tantos braços que se enrolavam ao meu pescoço e me davam tanto carinho sempre que as saudades do que tinha deixado em Portugal apertavam...

Tenho saudades do carinho com que todos me receberam e partilharam comigo as duas semanas que passei convosco...

Tenho saudades de rir sem parar quando vocês corrigiam o meu tímido Inglês, quando eu trocava os verbos ou os tempos e vocês de uma forma tão própria e tão meiga me completavam a frase...

Tenho saudades das nossas brincadeiras, de correr descalça pelo meio da relva atrás de uma bola e tentar vos acompanhar num simples jogo de futebol...

Tenho saudades das longas tardes a jogar a corda e de fazer pinturas faciais, borboletas, flores e teias do Homem-Aranha...

Tenho saudades de partilhar convosco as tarefas domésticas, o simples facto de lavar a loiça ou a roupa era uma pequena aventura...

Tenho saudades da hora do banho, onde era uma alegria para ver tantas meninas juntas no chuveiro do meu quarto, onde dava para ver o amor e companheirismo que vocês partilhavam umas com as outras...

Tenho saudades dos nossos serões passados a dançar e o que vocês passaram para que eu aprendesse a dançar as músicas típicas Quenianas...

Tenho muitas saudades de me despedir de todos vocês à noite com um beijinhos ternurentos e que eram devolvidos com tanto amor...

Tenho saudades de dar as boas noites no quarto dos meus 4 rapazinhos e eles não me deixarem vir embora pois queriam dançar comigo a noite inteira, sempre sorridentes e de bem com a vida...

Tenho saudades de ensinar, de poder partilhar com vocês os nossos costumes gastronómicos e a nossa linguagem, em troca de toda a vossa paciência em me ensinar a cozinhar o Ugali e a aprender Suaili...

Tenho saudades da vida ao ar livre, do contacto com a natureza, com os vossos costumes, com o vosso povo, com a vossa maneira de estar, de viver a vida de uma maneira tão própria e com tantas barreiras...

Ainda hoje fecho os olhos e consigo sentir o vosso cheiro… tenho tantas saudades.

Tenho saudades até um dia voltar...”


Vik58


 

Voluntária Marta Ribeiro:

“Passaram 18 dias desde que saí do Quénia (e na realidade, parece há muito mais tempo), com muitas histórias para contar, para reflectir, com o coração cheio, com vontade. Vontade de voltar. De fazer mais. De ajudar. De fazer a diferença.

Posso afirmar que foi a viagem da minha vida (interna e externa). Tudo correu tão bem desde a minha chegada até à minha partida.

Foi uma experiência verdadeiramente única, humana, desafiante, bonita, cheia de magia. Todas as palavras serão poucas e insuficientes de sentimento para descrever o experienciado...”


Vik58


 

Voluntária Mariana Duarte:

“Durante a última semana no Centro comecei a dar algumas peças de roupa minha e alguns sapatos. Ia chamando um ou dois por dia para evitar que fizessem comparações e sentissem que estava a dar a mais a um do que outro. Quando chegou a vez da Grace, ofereci-lhe uma t-shirt cor de rosa e um colar cor de rosa também. Ela agradeceu mas reparou que eu tinha uma toalha de banho a mais. Então, em vez de me pedir a toalha como faria qualquer criança em Portugal, propôs-me fazer uma troca: eu dava-lhe a toalha (uma vez que a dela já estava pequena), e ela devolvia-me a t-shirt cor de rosa.

Quis partilhar este momento pois mostra bem os valores com que estas crianças estão a crescer. Este projecto tem, sem dúvida alguma, um futuro promissor, e estas crianças vão se transformar em adultos com valores, educados e lutadores.

Mais uma vez agradeço esta oportunidade e desejo que continuem com a força e coragem para continuarem a fazer o trabalho extraordinário que estão a desenvolver.”


Mariana


 

Voluntária Romana Santos:

“Acordei as 5:30h em Ongata Rongai... 26 sorrisos à minha volta... li a história dos 101 Dalmatas... e pela mão, às 6:30 lá os levámos ao School Bus!

Logo de seguida, partimos para Nairobi...de Matatu ( com boa música). O encontro com o voluntários da God’s Vision for Africa, foi mais tarde no centro, de onde partimos para a realidade...Kayole!

Só a viagem para chegar lá..foi única e inacreditável… passámos por um mercado atulhado de gente, música, cheiros, cores... gente… lama… terra… tudo! E no fim... um Matatu! Matatu que nos levou até ao Soweto… à medida que nos afastámos do centro da cidade.... a lixeira era maior… as casas perdiam a cor... as antenas de TV cresciam... o alcatrão desapareceu… e ali estávamos nós!

Fomos visitar as duas escolas onde vou estar a dar aulas... a primeira. um edifício só de "betão” (pasta) quase sem luz... e a segunda… num monte de lata e ferro... No meio de tanta imagem triste, a felicidade daquelas crianças transformou logo tudo. Só a tentar pronunciar um "olá" ou até mesmo "rrrrromana" enchia a sala de risos! (pois para eles os "r”, fica sempre difícil!). Ainda tentei aprender Swahili! e aos poucos acho que ainda saio daqui com alguma coisita...

Hoje estou exausta, mas muito feliz… Terça-feira lá estaremos outra vez... e sei que estamos a mudar qualquer coisa… senti esperança, alegria naqueles olhos… e sobretudo vontade! Muita vontade de crescer, saber e viver!

Tudo o que posso dizer mais, é que vivi um lugar onde há fome, há seca, há miséria, há pobreza, que até a vermos não somos capazes de captar o verdadeiro significado. Mas foi neste mesmo lugar onde vivi e senti bondade e amizade, respirei amor e carinho. Cada olhar com quem me cruzei não vi maldade, vi uma enorme gratidão.. Todos somos capazes de ajudar aquela gente… apenas por existirmos e nascermos no pais maravilhoso que nascemos, somos capazes de dar tanto… mas tanto… e por vezes nem temos consciência disso.

Adorei a experiencia.. espero poder voltar um dia. Obrigada Carolina e Laura, obrigada pela coragem e força! Obrigada ADDHU!”


Romana


 

Voluntária Sónia Gonçalves

“O voluntariado tem por base um provérbio popular, “Faz o bem e não olhes a quem!” e no fundo é mesmo isso que devemos fazer. O voluntariado é uma gota no oceano, mas essa pequena gota pode fazer a diferença, pode trazer um sorriso ou uma esperança e assim podemos construir um mundo melhor.

Tive a oportunidade de praticar o voluntariado no Centro Wanalea Children’s Home, um orfanato com 26 crianças maravilhosas e posso dizer que foi uma das experiências mais marcantes que já tive até hoje, da qual nunca esquecerei. É fantástico saber que um pouco de mim faz muito para os outros e felizmente tive a felicidade de ver os sorrisos daquelas crianças.

É impossível tentar pôr em poucas palavras tudo aquilo que aconteceu, tudo aquilo que vi, tudo aquilo que trouxe de lá, na mente, no coração e na alma. Ficou sem dúvida a certeza de se ter aprendido muito mais do que aquilo que alguma vez humildemente ousamos poder transmitir e ficou também um aperto grande no coração na hora da partida que praticamente me fez ter a certeza que um dia volto.

O que trago deste 1 mês de trabalho como voluntária não são recordações, são caras, rostos, nomes concretos, vidas preciosas…Um sonho, uma experiência, uma aventura mas mais que isso uma lição: vale a pena acreditar, vale a pena dar, vale a pena sairmos de nós, porque quem acredita, quem dá e quem sai de si, então vive.

Obrigada Carolina e Laura, obrigada pela coragem e força! Obrigada ADDHU!”


   

 

 

 

O blog das voluntárias Ângela e Filipa

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